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Aqui você confere a liturgia diária do mês, assim como uma reflexão sobre os Evangelhos Dominicais. |
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"Não só de pão o homem viverá, mas de toda palavra que sai da boca de Deus." |
SETEMBRO 2010
01 Q
S.Josué: 1Cor 3,1‑9 / SI 32 / Lc 4,38‑44
02 Q
Bv. Apolinário Morel. 1Cor 3,18‑23 / SI 23 / Lc 5,1‑11
03
S S, Gregório
Magno: 1Cor 4,1‑5 / SI 36 / Lc 5,33‑39
04
S S. Vitalício:
1Cor 4,6b-15 / SI 144 / Lc 6,1‑5
05
D 23º Domingo
Comum: Sb 9,13‑18b / SI 89 / Fm 9b‑ 10. 12‑17 / Lc
14,25‑33
06
S S. Ledo:
1Cor 5,1‑8 / SI 5 / Lc 6,6‑11
07
T S. Regina:
lCor 6,1‑11 / SI 149 / Lc 6,12‑19
08
Q Natividade
de Nossa Senhora: Mq 5,1‑4a / SI 12 / Mt 1,1‑16.18‑23
09
Q S. Pedro Claver:
1Cor 8,1b‑7.11‑13 / SI 138 / Lc 6,27‑38
10
S S. Sóstenes:
1Cor 9,16‑19.22b‑27 / SI 83 / Lc 6,39‑42
11
S S. Dídimo:
1Cor 10,14‑22a / SI 115 / Lc 6,43‑49
12
D 24º Domingo
Comum: Ex 32,7‑11.13‑14 / SI 50 / lTrn 1,12‑17 / Lc
15,1‑32
13
S S. João
Crisóstorno: 1Cor 11,17‑26.33 SI 39 Lc 7,1‑10
14
T Exaltação
da Santa Cruz: Nrn 21,4b‑9 SI 77 Fl 2,6‑11 / Jo 3,13‑17
15
Q Nossa
Senhora das Dores: Hb 5,7‑9 / SI 30 / Jo 19,25‑27 ou Lc
2,33‑35
16
Q Ss. Cornélio e
Cipriano: 1Cor 15,1‑11 SI 117 / Lc 7,36‑50
17
S S. Roberto
Belarmino: 1Cor 15,12‑20 SI 16 / Lc 8,1‑3
18
S S. José
de Copertino. 1Cor
15,35‑37.42‑49 SI 55 / Lc 8,4‑15
19
D 25º Domingo
Comum: Arn 8,4‑7 / SI 112 Um 2,1‑8 / Lc 16,1‑13
20
S Ss. André
Kim Taegon, Paulo Chong Hasang e Comps.: Pr 3,27‑34 / SI 14 / Lc
8,16‑18
21
T S. Mateus:
Ef 4,1‑7.11‑13 / SI 18 / Mt 9,9‑13
22
Q S. Emerano: Pr
30,5‑9 / SI 118 / Lc 9,1‑6
23 Q
S. Pio de Pietrelcina: EcI 1,2‑11 / SI 89 / Lc 9,7‑9
24
S Nossa
Senhora das Mercês: Ecl 3,1‑11 / SI 143 Lc 9,18‑22
25
S S. Aurélia:
Ecl 11,9‑12,8 / SI 89 / Lc 9,43b‑45
26
D 26º Domingo
Comum: Arn 6,1a.4‑7 SI 145 Um 6,11‑16 / Lc 16,19‑31
27
S S. Vicente
de Paulo. Jo 1,6‑22 / SI 16 Lc
9,46‑50
28 T
S. Venceslau: Jo 3,1‑3.11‑17.20‑23 / SI 87 / Lc
9,51‑56
29
Q Ss. Miguel,
Gabriel, Rafael: Dn 7,9‑10.13‑14 ou Ap 12,7‑12a / SI 137 / Jo
1,47‑51
30
Q S. Jerônimo: Jo
19,21‑27 / SI 26 / Lc 10, 1‑ 12
05 de setembro de 2010 - 23º DOMINGO COMUM
PRIMEIRA LEITURA (Sabedoria 9,13-19)
Leitura do livro da Sabedoria – 13Qual é o homem que pode conhecer os desígnios
de Deus? Ou quem pode imaginar o desígnio do Senhor? 14Na verdade, os
pensamentos dos mortais são tímidos e nossas reflexões incertas: 15porque o
corpo corruptível torna pesada a alma e, tenda de argila, oprime a mente que
pensa. 16Mal podemos conhecer o que há na terra, e com muito custo
compreendemos o que está ao alcance de nossas mãos; quem, portanto, investigará
o que há nos céus?
17Acaso alguém teria conhecido o teu desígnio, sem que lhe desses sabedoria e
do alto lhe enviasses teu santo espírito? 18Só assim se tornaram retos os
caminhos dos que estão na terra, e os homens aprenderam o que te agrada, e pela
sabedoria foram salvos.
Palavra do Senhor.
SALMO (90/89)
R - Vós fostes, ó Senhor, um refúgio para nós.
1. Vós fazeis voltar ao pó todo mortal, quando dizeis: “Voltai ao pó,
filhos de Adão!” Pois mil anos para vós são como ontem, qual vigília de
uma noite que passou. – R.
2. Eles passam como o sono da manhã, são iguais à erva verde pelos campos: De
manhã ela floresce vicejante, mas à tarde é cortada e logo seca. – R.
3. Ensinai-nos a contar os nossos dias, e dai ao nosso coração sabedoria!
Senhor, voltai-vos! Até quando tardareis? Tende piedade e compaixão de vossos
servos! – R.
SEGUNDA LEITURA
(Filêmon 9-10.12-17)
Leitura da carta de Paulo a Filêmon – Caríssimo, 9eu, Paulo, velho como
estou e agora também prisioneiro de Cristo Jesus, 10faço-te um pedido em favor
do meu filho que fiz nascer para Cristo na prisão, Onésimo. 12Eu o estou
mandando de volta para ti. Ele é como se fosse o meu próprio coração.
13Gostaria de tê-lo comigo, a fim de que fosse teu representante para cuidar de
mim nesta prisão, que eu devo ao evangelho. 14Mas, eu não quis fazer nada sem
o teu parecer, para que a tua bondade não seja forçada, mas espontânea.
15Se ele te foi retirado por algum tempo, talvez seja para que o tenhas de volta
para sempre, 16já não como escravo, mas, muito mais do que isso, como um irmão
querido, muitíssimo querido para mim quanto mais ele o fôr para ti, tanto como
pessoa humana quanto como irmão no Senhor. 17Assim, se estás em comunhão de fé
comigo, recebe-o como se fosse a mim mesmo.
Palavra do Senhor.
EVANGELHO
(Lucas 14,25-33)
Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas.
Naquele tempo, grandes multidões acompanhavam Jesus. Voltando-se, ele lhes disse: “Se alguém vem a mim, mas não se desapega de seu pai e sua mãe, sua mulher e seus filhos, seus irmãos e suas irmãs e até da sua própria vida, não pode ser meu discípulo. Quem não carrega sua cruz e não caminha atrás de mim, não pode ser meu discípulo. Com efeito: qual de vós, querendo construir uma torre, não se senta primeiro e calcula os gastos, para ver se tem o suficiente para terminar? Caso contrário, ele vai lançar o alicerce e não será capaz de acabar. E todos os que virem isso começarão a caçoar, dizendo: ‘Este homem começou a construir e não foi capaz de acabar!’ Ou ainda, qual o rei que ao sair para guerrear com outro, não se senta primeiro e examina bem se com dez mil homens poderá enfrentar o outro que marcha contra ele com vinte mil? Se ele vê que não pode, enquanto o outro rei ainda está longe, envia mensageiros para negociar as condições de paz. Do mesmo modo, portanto, qualquer um de vós, se não renunciar a tudo o que tem, não pode ser meu discípulo!”
Palavra da salvação.
Renunciar
a tudo por Cristo!
Estas palavras que Jesus dirige
às pessoas que o acompanham em seu caminho para Jerusalém, estabelecem três
condições, três exigências, para os que querem segui‑lo como discípulos.
As condições são as seguintes: renúncia voluntária aos vínculos afetivos
com a família, aceitação sincera de uma renúncia radical ao próprio
interesse, renúncia às posses materiais. Juntamente com as condições, Jesus
exige um sério discernimento, sem qualquer precipitação, mas com uma prévia
e meticulosa reflexão sobre os custos e os riscos de um compromisso de tal
envergadura. Não se pode assumir levianamente uma tal responsabilidade sem
ponderar com calma as previsíveis conseqüências. A primeira condição (v.26)
exige uma atitude de disponibilidade para subordinar à condição e às exigências
de ser discípulo os afetos mais fundamentais como o amor à família e
inclusive a conservação da própria vida. Só quem se dispõe a tomar uma
decisão radical, ainda que árdua e penosa, de abandonar os vínculos humanos
mais íntimos pelo seguimento de Jesus e até enfrentar o martírio, pode ser
discípulo, no sentido pleno da palavra.
A segunda exigência (v.27), que
fala de "carregar a própria cruz"e "ir atrás do Mestre",
é de uma radicalidade extrema. A renúncia à própria vida pode levar
inclusive a um destino igual ao que aguarda o Mestre: "carregar a
cruz"até morrer nela.
A última exigência (v.33) se
refere à renúncia dos bens e mantém o mesmo nível de radicalidade, ou seja,
o seguimento de Nosso Senhor Jesus Cristo, requer um coração indiviso: o discípulo
não pode estar apegado aos bens, nem aos afetos familiares e nem mesmo a si próprio.
A serenidade de um tal
compromisso que requer tais condições se ilustra com duas parábolas
paralelas: a da pessoa que pretende construir uma torre e primeiro
senta‑se, planeja se tem recursos suficiente para concluir a obra e não
cair no ridículo de não poder terminá‑la (vv.28‑30) e a do rei
que, partindo para guerrear com um outro rei, primeiro senta‑se e examina
se tem possibilidades de vencer a guerra. Caso contrário, ele envia
representantes para negociar as condições de paz e não ter
que ceder ao inimigo em condições de derrotado (vv.31‑32). Com estas
parábolas Jesus quer dizer a seus seguidores que antes de tomarem uma decisão
comprometida ponderem com calma a serenidade as implicações desse passo. Não
se pode simplesmente fixar‑se nas condições requeridas, mas também
tem‑se que prever as conseqüências que podem advir de uma exaltação
entusiasta que não terá forças suficientes para levar a bom termo o projeto.
A possibilidade de cair no ridículo ou encontrar‑se na situação de quem
tem que render‑se incondicionalmente, deve ser motivo para evitar qualquer
decisão apressada e, irrefletida. Peçamos a Deus que, neste mês de setembro,
sua Palavra seja ouvida por nós e nos converta!
Frei
Aloísio de Oliveira, OFM Conv.
O Mensageiro de Santo Antônio ‑
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12 de setembro de
2010
PRIMEIRA LEITURA (Êxodo 32,7-11.13-14)
Leitura do livro do Êxodo – Naqueles dias, 7o Senhor falou a Moisés:
“Vai, desce, pois corrompeu-se o teu povo, que tiraste da terra do Egito. 8Bem
depressa desviaram-se do caminho que lhes prescrevi. Fizeram para si um bezerro
de metal fundido, inclinaram-se em adoração diante dele e ofereceram-lhe
sacrifícios, dizendo: ‘Estes são os teus deuses, Israel, que te fizeram sair
do Egito!’”
9E o Senhor disse ainda a Moisés: “Vejo que este é um povo de cabeça dura.
10Deixa que minha cólera se inflame contra eles e que eu os extermine. Mas de
ti farei uma grande nação”. 11Moisés, porém, suplicava ao Senhor seu Deus,
dizendo: “Por que, ó Senhor, se inflama a tua cólera contra o teu povo, que
fizeste sair do Egito com grande poder e mão forte? 13Lembra-te de teus servos
Abraão, Isaac e Israel, com os quais te comprometeste, por juramento, dizendo:
‘Tornarei os vossos descendentes tão numerosos como as estrelas do céu; e
toda esta terra de que vos falei, eu a darei aos vossos descendentes como herança
para sempre’”. 14E o Senhor desistiu do mal que havia ameaçado fazer ao seu
povo.
Palavra do Senhor.
SALMO ( 51/50 – cantado)
R - Vou agora levantar-me, volto à casa do meu pai.
1. Tende piedade, ó meu Deus, misericórdia! Na imensidão de vosso amor,
purificai-me! Lavai-me todo inteiro do pecado, e apagai completamente a minha
culpa! – R.
2. Criai em mim um coração que seja puro, dai-me de novo um espírito
decidido. Ó Senhor, não me afasteis de vossa face, nem retireis de mim o vosso
Santo Espírito! – R.
3. Abri meus lábios, ó Senhor, para cantar, e minha boca anunciará vosso
louvor! Meu sacrifício é minha alma penitente, não desprezeis um coração
arrependido! – R.
SEGUNDA LEITURA (1 Timóteo 1,12-17)
Leitura da primeira carta de Paulo a Timóteo – Caríssimo, 12agradeço
àquele que me deu força, Cristo Jesus, nosso Senhor, pela confiança que teve
em mim ao designar-me para o seu serviço, 13a mim, que antes blasfemava,
perseguia e insultava. Mas encontrei misericórdia, porque agia com a ignorância
de quem não tem fé. 14Transbordou a graça de nosso Senhor com a fé e o amor
que há em Cristo Jesus. 15Segura e digna de ser acolhida por todos é esta
palavra: Cristo veio ao mundo para salvar os pecadores. E eu sou o primeiro
deles!
16Por isso encontrei misericórdia, para que em mim, como primeiro, Cristo Jesus
demonstrasse toda a grandeza de seu coração; ele fez de mim um modelo de todos
os que crerem nele para alcançar a vida eterna. 17Ao rei dos séculos, ao único
Deus, imortal e invisível, honra e glória pelos séculos dos séculos. Amém!
Palavra do Senhor.
EVANGELHO (Lucas 15,1-13)
Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas.:
Naquele tempo, 1os publicanos e pecadores aproximavam-se de Jesus para o escutar. 2Os fariseus, porém, e os mestres da lei criticavam Jesus. “Este homem acolhe os pecadores e faz refeição com eles”. 3Então Jesus contou-lhes esta parábola: 4“Se um de vós tem cem ovelhas e perde uma, não deixa as noventa e nove no deserto, e vai atrás daquela que se perdeu, até encontrá-la? 5Quando a encontra, coloca-a nos ombros com alegria, 6e, chegando a casa, reúne os amigos e vizinhos, e diz: ‘Alegrai-vos comigo! Encontrei a minha ovelha que estava perdida!’ 7Eu vos digo, assim haverá no céu mais alegria por um só pecador que se converte, do que por noventa e nove justos que não precisam de conversão. 8E se uma mulher tem dez moedas de prata e perde uma, não acende uma lâmpada, varre a casa e a procura, até encontrá-la? 9Quando a encontra, reúne as amigas e vizinhas, e diz: ‘Alegrai-vos comigo! Encontrei a moeda que tinha perdido!’ 10Por isso, eu vos digo, haverá alegria entre os anjos de Deus por um só pecador que se converte. E Jesus continuou: “Um homem tinha dois filhos. O filho mais novo disse ao pai: ‘Pai, dá-me a parte da herança que me cabe’. E o pai dividiu os bens entre eles. Poucos dias depois, o filho mais novo juntou o que era seu e partiu para um lugar distante. E ali esbanjou tudo numa vida desenfreada. Quando tinha gasto tudo o que possuía, houve uma grande fome naquela região, e ele começou a passar necessidade. Então foi pedir trabalho a um homem do lugar, que o mandou para seu campo cuidar dos porcos. O rapaz queria matar a fome com a comida que os porcos comiam, mas nem isto lhe davam. Então caiu em si e disse: Quantos empregados do meu pai têm pão com fartura, e eu aqui, morrendo de fome. Vou-me embora, vou voltar para meu pai e dizer-lhe: Pai, pequei contra Deus e contra ti; já não mereço ser chamado teu filho. Trata-me como a um dos teus empregados’.Então ele partiu e voltou para seu pai. Quando ainda estava longe, seu pai o avistou e sentiu compaixão. Correu-lhe ao encontro, abraçou-o, e cobriu-o de beijos. O filho, então, lhe disse: ‘Pai, pequei contra Deus e contra ti. Já não mereço ser chamado teu filho’. Mas o pai disse aos empregados: ‘Trazei depressa a melhor túnica para vestir meu filho. E colocai um anel no seu dedo e sandálias nos pés. Trazei um novilho gordo e matai-o. Vamos fazer um banquete. Porque este meu filho estava morto e tornou a viver; estava perdido e foi encontrado’. E começaram a festa. O filho mais velho estava no campo. Ao voltar, já perto de casa, ouviu música e barulho de dança. Então chamou um dos criados e perguntou o que estava acontecendo. O criado respondeu: ‘É teu irmão que voltou. Teu pai matou o novilho gordo, porque o recuperou com saúde’. Mas ele ficou com raiva e não queria entrar. O pai, saindo, insistia com ele. Ele, porém, respondeu ao pai: ‘Eu trabalho para ti há tantos anos, jamais desobedeci a qualquer ordem tua. E tu nunca me deste um cabrito para eu festejar com meus amigos. Quando chegou esse teu filho, que esbanjou teus bens com prostitutas, matas para ele o novilho cevado’. Então o pai lhe disse: ‘Filho, tu estás sempre comigo, e tudo o que é meu é teu. Mas era preciso festejar e alegrar-nos, porque este teu irmão estava morto e tornou a viver; estava perdido, e foi encontrado”.
Palavra da salvação.
"Tu
estás sempre comigo,
tudo
o que é meu é teu"
A parábola do filho pródigo
deveria chamar‑se, mais propriamente, parábola do Pai misericordioso,
pois o que se quer evidenciar é a misericórdia do pai e não a transgressão
do filho.
Os dois filhos retratam situações
diferentes e, ao mesmo tempo, idênticas. Diferentes na manifestação exterior,
pois o filho mais novo sai de casa e gasta sua herança numa vida torta e o
filho mais velho fica em casa e cumpre as ordens. Mas ambos estão na mesma,
porque estão no esquecimento de que são filhos.
Esta parábola, certamente,
ilustra a nova situação religiosa criada pela Boa‑Nova de Jesus Cristo.
0 irmão mais velho, perfeito cumpridor de ordens, representa certos grupos
judaicos que colocavam a ênfase da religião no cumprimento perfeito de normas
e preceitos. Achavam que a pessoa se auto‑salvava mediante o cumprimento
da Lei. Orgulhavam‑se de serem impecáveis observadores da Lei e
desprezavam as pessoas que não vivam como eles. Lembremos a história do
fariseu e do publicano: "Eu te dou graças, Senhor, porque não sou como os
demais homens, ladrões, injustos, adúlteros,... eu jejuo duas vezes por
semana, pago o dízimo de todos os meus rendimentos" (Lc 18,11). Eles
estavam convictos de que o Reino de Deus aconteceria no dia em que todos
praticas sem a Lei de Moisés. Daí a dificuldade de eles entenderem Jesus, que
anuncia o Reino de Deus como dom.
0 Reino de Deus, que é seu Amor
misericordioso, já nos atingiu. Ele nos amou por primeiro (Mo 4,10). Ele está
em nós (cf.Lc 17,21), é nele que nós vivemos, nos movemos e somos (At 17,28).
Portanto, o Reino de Deus ou a salvação, que é a mesma coisa, é uma questão
de acolhida na gratidão. Assim, todo esforço e toda prática religiosa fazem
sentido quando são cultivos desta acolhida. Esta acolhida, porém, não é
fácil. Não nos iludamos! É necessária muita fineza de percepção. 0 filho
mais novo, depois de uma experiência de sofrimento fora de casa, deu‑se
conta de sua pertença ao Pai e a ele volta, confiando tão‑somente na sua
misericórdia, porque sabia não ter nenhum mérito e nenhum direito a invocar.
Ele representa as pessoas, como o publicano de Evangelho, que se reconhecem
pecadoras sem méritos e sem direitos e, por isso, acolhem a boa‑nova de
Jesus oferecida como dom gratuito da misericórdia do Pai. Assim, ao se
apresentarem, contando tão somente com o dom, são acolhidas pela misericórdia
do Pai, isto é, experimentam o dom da Paternidade que as agracia com a
filiação, É por isso, que o próprio Jesus disse: "as prostitutas e os
pecadores vos precederão no Reino dos Céus".
O filho mais velho não sai de
casa, mas também, não se sente filho. Comporta‑se como um empregado
cumpridor de ordens: "Eu nunca transgredi uma só ordem tua". Ele fala
como um estranho ao Pai e ao irmão: " ... mas quando voltou este teu
filho, tu matas para ele o novilho gordo". Portanto, embora tenha um
comportamento exterior impecável, no fundo, ele tem o mesmo pecado de raiz do
irmão mais jovem: o esquecimento da Paternidade que os fez filhos. Por isso,
não há diferença substancial entre eles. Ambos tem o mesmo desafio:
reconhecer a Paternidade que os agraciou com a filiação.
Esta parábola deixa‑nos
um pouco intrigados. Parece que não termina. 0 filho mais novo, de,pois de seus
desatinos, se tocou e reconheceu a paternidade que desde sempre lhe foi dada e
ele não percebia. Mas o filho mais velho, depois de
Frei
Aloísio de Oliveira, OFM Conv.
O Mensageiro de Santo Antônio ‑
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19 de
setembro de 2010
- 25º Domingo
Comum
1ª leitura (Am 8,4-7)
Leitura da profecia de Amós – 4Ouvi isto, vós que maltratais os
humildes e causais a prostração dos pobres da terra; 5vós que andais dizendo:
“Quando passará a lua nova, para vendermos bem a mercadoria? E o sábado,
para darmos pronta saída ao trigo, para diminuir medidas, aumentar pesos, e
adulterar balanças, 6dominar os pobres com dinheiro e os humildes com um par de
sandálias, e para pôr à venda o refugo do trigo?” 7Por causa da soberba de
Jacó, jurou o Senhor: “Nunca mais esquecerei o que eles fizeram.”
Palavra do Senhor.
Salmo responsorial (113/112)
R. Louvai o Senhor que eleva os pobres!
1. Louvai, louvai, ó servos do Senhor, louvai, louvai o nome do Senhor! Bendito
seja o nome do Senhor, agora e por toda a eternidade! – R.
2. O Senhor está acima das nações, sua glória vai além dos altos céus.
Quem pode comparar-se ao nosso Deus, ao Senhor, que no alto céu tem o seu trono
e se inclina para olhar o céu e a terra? – R.
3. Levanta da poeira o indigente e do lixo ele retira o pobrezinho, para fazê-lo
assentar-se com os nobres, assentar-se com nobres do seu povo. – R.
2ª leitura (1Tm 2,1-8)
Leitura da primeira carta de Paulo a Timóteo – Caríssimo, 1antes de
tudo, recomendo que se façam preces e orações, súplicas e ações de graças,
por todos os homens; 2pelos que governam e por todos que ocupam altos cargos, a
fim de que possamos levar uma vida tranqüila e serena, com toda piedade e
dignidade. 3Isto é bom e agradável a Deus, nosso salvador; 4ele quer que todos
os homens sejam salvos e cheguem ao conhecimento da verdade. 5Pois há um só
Deus, e um só mediador entre Deus e os homens: o homem Cristo Jesus, 6que se
entregou em resgate por todos. Este é o testemunho dado no tempo estabelecido
por Deus, 7e para este testemunho eu fui designado pregador e apóstolo, e –
falo a verdade, não minto – mestre das nações pagãs na fé e na verdade.
8Quero, portanto, que em todo lugar os homens façam a oração, erguendo mãos
santas, sem ira e sem discussões.
Palavra do Senhor.
Evangelho (Lc 16,1-13)
Proclamação do evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas
Naquele tempo, 1Jesus dizia aos discípulos: “Um homem rico tinha um administrador que foi acusado de esbanjar os seus bens. 2Ele o chamou e lhe disse: ‘Que é isto que ouço a teu respeito? Presta contas da tua administração, pois já não podes mais administrar meus bens’. 3O administrador então começou a refletir: ‘O senhor vai me tirar a administração. Que vou fazer? Para cavar, não tenho forças; de mendigar, tenho vergonha. 4Ah! Já sei o que fazer, para que alguém me receba em sua casa quando eu for afastado da administração’. 5Então ele chamou cada um dos que estavam devendo ao seu patrão. E perguntou ao primeiro: ‘Quanto deves ao meu patrão?’ 6Ele respondeu: ‘Cem barris de óleo!’ O administrador disse: ‘Pega a tua conta, senta-te, depressa, e escreve cinqüenta!’ 7Depois ele perguntou a outro: ‘E tu, quanto deves?’ Ele respondeu: ‘Cem medidas de trigo’. O administrador disse: ‘Pega tua conta e escreve oitenta’. 8E o senhor elogiou o administrador desonesto, porque ele agiu com esperteza. Com efeito, os filhos deste mundo são mais espertos em seus negócios do que os filhos da luz. 9E eu vos digo: Usai o dinheiro injusto para fazer amigos, pois, quando acabar, eles vos receberão nas moradas eternas. 10Quem é fiel nas pequenas coisas também é fiel nas grandes, e quem é injusto nas pequenas também é injusto nas grandes. 11Por isso, se vós não sois fiéis no uso do dinheiro injusto, quem vos confiará o verdadeiro bem? 12E se não sois fiéis no que é dos outros, quem vos dará aquilo que é vosso? 13Ninguém pode servir a dois senhores, porque ou odiará um e amará o outro, ou se apegará a um e desprezará o outro. Vós não podeis servir a Deus e ao dinheiro”.
Palavra da Salvação.
"Que
farei?"
Na vida de cada um de nós está
se dando um juízo inexorável, que culminará com a morte, como o grande
momento em que nos veremos face a face com Deus, na nossa verdade nua e crua. 0
momento do "presta conta da tua administração, pois já não poderás
mais administrar", vai chegar para cada um de nós. A consciência disso,
longe de nos atemorizar, deve levar‑nos, como o ilustra a parábola, a uma
responsabilidade criativa que nos leva a viver o momento presente como o momento
da conversão, o pouco no qual temos que ser fiéis, pois o muito se vive todo
no mínimo, o futuro todo no agora. É o que faz o administrador da parábola ao
perguntar‑se: "Que farei?" Esta pergunta é muito importante
porque ela marca o momento divisor de águas na vida dele. Ela estabelece a
distinção clara entre o antes e o depois. Pois a esta pergunta segue a
resposta: "Já sei o que vou fazer", e, imediatamente, ele toma a
atitude de perdoar parcialmente as dívidas dos que deviam ao seu patrão.
Choca‑nos o fato de o patrão ter elogiado o administrador pelo seu
comportamento desonesto. Não conseguimos compreender como se pode apresentar
como exemplo uma pessoa tão interesseira, que está sendo demitida por justa
causa porque se aproximou dos bens de seu senhor, e, por fim, eumulou a medida
de sua patifaria dando do que não é seu, prejudicando mais uma vez o seu
senhor. É que ele ao doar inverteu a lógica. Converteu‑se. Antes ele se
apropriava do que era de seu senhor para si mesmo, por isso desperdiçava:
"quem não recolhe comigo, dissipa" (Mt 12,30). Mas agora ele doa o
que é do senhor aos outros. Mas e daí? Não continua sendo desonesto dando do
que não é seu? É que o senhor da parábola é Deus, o único dono de tudo, a
ele pertence "a terra e tudo o que ela contém" (SI 24,1). Aqui na
terra somos simples administradores. Nada é nosso e tudo recebemos de sua
gratuidade: o que tens que não haja recebido? E se recebestes, porque te
glorias como se não tivesse recebido?" (1Cor 4,7). Mas o nosso eu, na sua
voracidade, traga tudo para dentro de si, aprisionando o dom, que por natureza
é fonte, numa cisterna que não pode contê‑lo (Jr 2,13). 0 administrador
foi, portanto, elogiado porque passou da apropriação à doação. É certo que
doou do que não é seu, fez caridade com chapéu alheio. Mas na vida estamos
sempre administrando o que não é nosso.
Ninguém poderá conservar para sempre as suas posses (cf. SI 49), nem mesmo seus talentos, habilidades e virtudes. Diante disso só é possível tomar duas atitudes: a apropriação, que é desperdício, ou a Doação, que é a verdadeira posse. Pois, Aquele a quem tudo pertence (8124,1) é essencialmente doação: ele nos doou seu próprio Filho e, no Filho, nos deu todas as coisas (cf. Rm 8,32). Portanto, viver nesse espírito de doação é o pouco que podemos fazer, é o sermos fiéis nos bens alheios como condição para que seja dado o muito "que é nosso", isto a nossa própria identidade de filhos do Pai da Gratuidade.
Frei
Aloísio de Oliveira, OFM Conv.
O Mensageiro de Santo Antônio ‑
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26
de setembro de
2010
PRIMEIRA LEITURA (Amós 6,1.4-7)
Leitura da profecia de Amós – Assim diz o Senhor todo-poderoso: 1Ai dos que
vivem despreocupadamente em Sião, os que se sentem seguros nas alturas de
Samaria! 4Os que dormem em camas de marfim, deitam-se em almofadas, comendo
cordeiros do rebanho e novilhos do seu gado; 5os que cantam ao som das harpas,
ou, como Davi, dedilham instrumentos musicais; 6os que bebem vinho em taças, e
se perfumam com os mais finos ungüentos e não se preocupam com a ruína de José.
7Por isso, eles irão agora para o desterro, na primeira fila, e o bando dos
gozadores será desfeito.
Palavra do Senhor.
SALMO (146/145)
R - Bendize, minha alma, e louva ao Senhor!
1. O Senhor é fiel para sempre, faz justiça aos que são oprimidos;
ele dá alimento aos famintos, é o Senhor quem liberta os cativos. – R.
2. O Senhor abre os olhos aos cegos; o Senhor faz erguer-se o caído; o Senhor
ama aquele que é justo. É o Senhor quem protege o estrangeiro. – R.
3. Ele ampara a viúva e o órfão mas confunde os caminhos dos maus. O Senhor
reinará para sempre! Ó Sião, o teu Deus reinará para sempre e por todos os séculos!
– R.
SEGUNDA LEITURA (1Timóteo 6,11-16)
Leitura da primeira carta de Paulo a Timóteo
– 11Tu que és um homem de Deus,
foge das coisas perversas, procura a justiça, a piedade, a fé, o amor, a
firmeza, a mansidão. 12Combate o bom combate da fé, conquista a vida eterna,
para a qual foste chamado e pela qual fizeste tua nobre profissão de fé diante
de muitas testemunhas.
13Diante de Deus, que dá a vida a todas as coisas, e de Cristo Jesus, que deu o
bom testemunho da verdade perante Pôncio Pilatos, eu te ordeno: 14guarda o teu
mandato íntegro e sem mancha até à manifestação gloriosa de nosso Senhor
Jesus Cristo.
15Esta manifestação será feita no tempo oportuno pelo bendito e único
soberano, o rei dos reis e Senhor dos senhores, 16o único que possui a
imortalidade e que habita numa luz inacessível, que nenhum homem viu, nem pode
ver. A ele, honra e poder eterno. Amém.
Palavra do Senhor.
EVANGELHO (Lucas 16,19-31)
Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas.
Naquele tempo, Jesus disse aos
fariseus: 19“Havia um homem rico, que se vestia com roupas finas e
elegantes e fazia festas esplêndidas todos os dias. 20Um pobre, chamado Lázaro,
cheio de feridas, estava no chão à porta do rico. 21Ele queria matar a fome
com as sobras que caíam da mesa do rico. E, além disso, vinham os cachorros
lamber suas feridas. 22Quando o pobre morreu, os anjos levaram-no para junto de
Abraão. Morreu também o rico e foi enterrado.
23Na região dos mortos, no meio dos tormentos, o rico levantou os olhos e viu
de longe a Abraão, com Lázaro ao seu lado. 24Então gritou: ‘Pai Abraão,
tem piedade de mim! Manda Lázaro molhar a ponta do dedo para me refrescar a língua,
porque sofro muito nestas chamas’. 25Mas Abraão respondeu: ‘Filho,
lembra-te que tu recebeste teus bens durante a vida e Lázaro, por sua vez, os
males. Agora, porém, ele encontra aqui consolo e tu és atormentado. 26E, além
disso, há um grande abismo entre nós: por mais que alguém desejasse, não
poderia passar daqui para junto de vós, e nem os daí poderiam atravessar até
nós’. 27O rico insistiu: ‘Pai, eu te suplico, manda Lázaro à casa do meu
pai, 28porque eu tenho cinco irmãos. Manda preveni-los, para que não venham
também eles para este lugar de tormento’. 29Mas Abraão respondeu: ‘Eles têm
Moisés e os Profetas, que os escutem!’ 30O rico insistiu: ‘Não, Pai Abraão,
mas se um dos mortos for até eles, certamente vão se converter’. 31Mas Abraão
lhe disse: ‘Se não escutam a Moisés, nem aos profetas, eles não acreditarão,
mesmo que alguém ressuscite dos mortos’”.
Palavra da salvação.
É este o momento
favorável, o dia de decidir‑se
pela salvação (2Cor 6,2)
Este texto dá continuidade aos
temas de juízo e misericórdia de Deus. Tais temas, às vezes, nos resultam difíceis
à compreensão, mas, na verdade, são perfeitamente conciliáveis. Se, de um
lado é verdade que Deus, na sua infinita misericórdia, está sempre nos
oferecendo uma nova chance, de outro lado é necessário sabermos, também, que
de nada adiantam novas chances se nunca as aproveitamos. A morte é o momento do
juízo. Tal juízo é definitivo. Ninguém pode pô‑lo em discussão. Mas
este juízo não faz outra coisa que fixar aquilo que o homem fez durante a
vida. É o homem que decide o seu destino final com o comportamento durante
tempo de sua vida. É o rico mesmo que, fechando‑se à misericórdia para
com pobre que jaz à sua porta, condena‑se a si mesmo a ser excluído da
misericórdia de Deus. Recusando a atravessar o abismo que separa do irmão
pobre, ele se separa para sempre daquele que muito tarde chama de Pai Abraão.
Este texto ressalta a necessidade imperiosa de tomarmos posição em relação
à nossa vida. É este o momento favorável, o dia de decidir‑se pela
salvação (2Cor 6,2). É hoje que o rico deve ouvir o clamor do pobre, é agora
que deve escutar a Moisés e os profetas. No clamor de um e no apelo dos outros
ecoa a voz do Pai que convoca rico e pobre para a mesma salvação.
Frei
Aloísio de Oliveira, OFM Conv.
O Mensageiro de Santo Antônio ‑
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